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Dermatologia
Dr. Abdo Salomão Jr

OLHEIRAS E ALTERAÇÕES PERO OCULARES

 

O AUTOR  é Dermatologista, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Sócio efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia dermatológica, Sócio fundador da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, Member of American Academy of Dermatology,  Efetivo do Colégio Íbero Latino Americano de Dermatologia Professor Universitário Coordenador do Ambulatório de Laser da Disciplina de Dermatologia da UMC e

Doutorando em Dermatologia pela USP

 

Quando falamos com uma pessoa normalmente olhamos para os olhos e não há como a região periocular passar desapercebida. As causas mais comuns de olheiras são o acúmulo de melanina. É o pigmento que dá cor à pele. Geralmente, este fator é genético. Também há o acúmulo de hemossiderina. É o pigmento sanguíneo. Ocorre devido à má circulação local, o que é influenciado por fatores externos. A falta de sono, por exemplo, prejudica a circulação sanguínea e acaba aumentando a concentração da hemossiderina, pigmentando a pele e escurecendo as pálpebras.

Outro fator é a goteira lacrimal profunda. É quando a região abaixo dos olhos fica com uma espécie de vinco, uma depressão, formando uma sombra no local e constituindo as olheiras. Esta condição tende a piorar com a idade.

As bolsas de gordura que normalmente ficam profundas e imperceptíveis começam a ficar protusas e aparentes. Isso também é genético e tende a piorar com a idade.

 

Tratamentos

 

Hoje em dia há um arsenal terapêutico destinado à melhora estética desta região. Várias são as possibilidades e cada caso deve ser analisado de forma individual. Com a terapêutica correta os resultados clínicos são muito satisfatórios:

 

Cosméticos vitaminados

 

Como as olheiras são formadas por pigmento depositado nas camadas mais profundas da pele, os cremes têm ação limitada. Existem ativos para descongestionar e reduzir o edema (gingko biloba, cafeína, rutina e vitamina K1) e outros que clareiam a região (hidroquinona, vitamina C, arbutim e mequinol).

 

Peelings

 

Os peelings também podem ajudar no combate às olheiras, principalmente aquelas com excesso de pigmento, com coloração amarronzada. Isso porque a substância usada é capaz de clarear essa área da pele clareando as manchas. O peeling mais indicado é o de ácido tioglicólico, feito semanal ou quinzenalmente, sendo uma média de 10 sessões. O tempo de melhora é muito individual pois depende do padrão de resposta do organismo ao tratamento.

 

Preenchimento

 

Quando a cavidade do globo ocular é muito funda, acontece um sombreamento natural que agrava o escurecimento da região. Para os casos em que a olheira é uma consequência da anatomia do olho, o preenchimento com ácido hialurônico é o mais indicado. A técnica irá dar volume para a pele abaixo do olhos de forma que fique nivelada com a face. Os resultados aparecem logo na primeira semana e melhoram com o tempo, sendo comumente necessários retoques depois de uma semana ou quinze dias. O procedimento é feito em uma única sessão e deve ser refeito uma vez a cada oito meses.

 

Laser superpotente

 

Ele funciona especialmente quando o aparecimento das olheiras é resultado do excesso de melanina, o pigmento que dá cor à pele. O laser destrói o pigmento escuro provocado pelo acúmulo de melanina. O que sobra é absorvido pelo organismo. Ou seja, as aplicações de laser clareiam as olheiras. A região fica vermelha e ardendo por algumas horas. Os resultados obtidos são duradouros e podem ser notados logo após a primeira sessão (dependendo da coloração das olheiras, são necessárias várias aplicações). Além do clareamento das manchas e vasos, ele proporciona revitalização e firmeza da pele devido ao estímulo da produção de colágeno. São necessárias de 3 a 5 sessões.

 

Cirurgia

 

As cirurgias para o tratamento e remoção das bolsas palpebrais são chamadas tecnicamente de blefaroplastias. Ao retirar os abaulamentos causados pelas bolsas, a pele fica mais lisa e com menos zonas de sombreamento, suavizando as olheiras. A cirurgia é realizada sob anestesia local e sedação. No entanto, pacientes que tem a pele palpebral naturalmente escurecida podem necessitar dos tratamentos acima descritos para obter um resultado completo.

 

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