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SEM DINHEIRO, GUAXUPÉ CANCELA CARNAVAL

O tradicional carnaval guaxupeano deixará de acontecer em 2019 por falta de recursos financeiros. O secretário municipal de Cultura, Esporte e Turismo, Marcos Buléd, concedeu entrevista coletiva para anunciar os motivos dessa decisão.

Em setembro do ano passado, quando a Prefeitura de Guaxupé entregou o planejamento orçamentário de 2019 à Câmara Municipal, constavam quatro eventos anuais da Secretaria de Cultura e Turismo: Carnaval, Festival do Café, Aniversário da Cidade e Natal de Luz.

Em dezembro, Buléd apresentou o pré-projeto do evento, orçado em R$ 370 mil ao prefeito Jarbas Corrêa Filho. No começo deste ano, o prefeito recomendou ao secretário municipal que continuasse planejando e, ao mesmo tempo, aguardasse informações do novo governador Romeu Zema em relação ao repasse de verbas municipais.

Em comunicado público, o Governo de Minas Gerais anunciou que regularizará os repasses estaduais aos municípios, referentes a 2019. Porém, não foram definidas datas, a forma de acerto e esta indefinição dificulta planejamentos. A Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo de Guaxupé ainda é credora do Estado. Deixou de receber um milhão de reais no ano passado além de outras grandes pendências.

A falta de verbas levou ao cancelamento do carnaval 2019. A Prefeitura ainda decidiu, neste início de ano, priorizar recursos para o retorno às aulas, em 1º de fevereiro.  “Não ficamos felizes, mas é a realidade do momento”, declarou Buléd. Se a falta de repasses estaduais se prolongar, o Festival do Café, em junho, também poderá ser interrompido. Já o Natal de Luz tem garantias de acontecer,  por conta de um decreto municipal.

Na coletiva de imprensa, o secretário explicou que não adiantaria contratar artistas de menor renome. Os maiores valores da festa são estruturais, como palco, som e iluminação. Diferentemente dos carnavais guaxupeanos de 2013 e 2014, quando o custo era em torno de um milhão de reais, o formato “carnaval família” reduziu os investimentos para que outros eventos anuais da cidade fossem fortalecidos.

Questionado sobre a continuação ou interrupção do desfile de rua, este ano, Buléd e a equipe da Cultura defendem um carnaval completo. Se investirem apenas no desfile de escolas de samba e blocos haverá crítica sobre a falta de shows. Se fizerem apenas shows, serão reivindicados desfiles. “Chega uma hora que a gente tem que primar pela qualidade. Financeiramente, não há como manter a qualidade do carnaval de 2018.  Portanto, não haverá desfile de rua, nem marchinhas”.

 

O carnaval na região

 

O secretário declarou que cerca de 90% das cidades mineiras não realizarão, com verbas públicas, o carnaval deste ano. Quatro cidades já cancelaram a festa: São Sebastião do Paraíso, Passos, Mococa e Andradas. Juruaia é um caso à parte e não investe no evento carnavalesco.

Dez prefeituras da região confirmaram o carnaval 2019: Alfenas, Arceburgo, Areado, Guaranésia, São José do Rio Pardo, São Pedro da União e Tapiratiba. A maioria optou por um formato mais econômico. Para a Revista Mídia, a vereadora Sandra Soares (PSDB) confirmou que Monte Santo de Minas manterá uma tradição de 80 anos com duas escolas de samba.

O secretário de turismo de Poços de Caldas, Ricardo Fonseca Oliveira, garantiu a realização do evento, mas o formato será alterado. “Em relação ao carnaval deste ano, ainda não está definido o escopo geral justamente devido à dificuldade financeira do município", disse.

O carnaval de Caconde é terceirizado e a divulgação começou com muita antecedência. A Prefeitura de Muzambinho, que poderá ser a 11ª cidade deve  viabilizar a festa. O objetivo é complementar o carnaval, de iniciativa particular, do Bloco Vermes & Cia, que realiza um dos melhores País.

 

 

 

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