Conteúdo para toda família

M I L T O N    N E V E S:

"A VIDA ME DEU MUITO

MAIS DO QUE EU ESPERAVA"

Ele não se esquece das origens – nem tampouco dos amigos de Muzambinho, Monte Belo e Guaxupé. Sempre está em contato com eles via rede sociais, telefonemas, whatsapp e pessoalmente na cidade de São Paulo, para onde o destino o levou e lá vive com a família desde a década de 70. Milton Neves Filho é, além de um dos maiores jornalistas esportivos do país - e considerado a memória do futebol brasileiro - uma pessoa grata a Deus e com um imenso coração. É bem verdade que ele confia desconfiando, mas, por trás do jornalista turrão mas bem-humorado, há um grande ser humano. Apesar de não ser judeu, tem amigos judaicos. Trouxe para si alguns ensinamentos, como por exemplo, compra tudo à vista e paga na totalidade todos os impostos devidos. Para ele, “quanto mais impostos pagos, mais dinheiro consegui ganhar”.

Depois de muitas idas e vindas a São Paulo, mais precisamente em Barueri, onde reside com a esposa Lenice Magnoni, os filhos Rafael e Netto Neves - já filho Fábio Lucas é casado com a também jornalista Roberta Peporini e residem em outra casa, mas no mesmo condomínio - finalmente agendamos um tempo para esta entrevista. Era para ser naquele sábado de manhã, mas me atrasei e cheguei na casa dos Neves somente a tarde, por volta das 15 horas. “Dias, cadê você?”, perguntava ele via whatsapp.  Como sempre, ao chegar, fui recebido por Lenice, que com sua cordialidade ímpar, me levou até o “buraco” local na imensa casa amarela e branca onde a família reúne amigos para conversar e divertir. “Aqui só entra quem eu gosto e sei que também gosta de mim”, disparou o patriarca. O filho mais novo, Netto Neves, e a noiva Laís Yasmim, que é cantora, também acompanharam a prosa de mais de 3 horas. Atencioso, Milton mostrou com gratidão tudo o que conquistou com seu trabalho, além  de sua paixão por vinhos. A adega guarda mais de mil rótulos rigorosamente escolhidos por ele. Grande parte é composta por Pêra-Manca, Abandonado, Dom Melchor e Barca Velha. Diz que depois que abandou o uísque, se dedicou a estudar vinhos e foi bem-sucedido. “Estudo muito e já aprendi 0,1% mas ainda serei um somalier”, disse.

Atualmente, Milton Neves é contratado da TV Bandeirantes e apresenta o dominical “Terceiro Tempo”, um dos líderes de audiência – e faturamento - na grade da emissora. Está também na Rádio Bandeirantes, é colunista do jornal Agora SP e Revista Placar, além de dirigir suas empresas de publicidade do seu quartel general localizado na Avenida Paulista. É popular também nas redes sociais. Com seu humor peculiar agregou milhares de seguidores. Sua página oficial no Facebook contabiliza mais de 410 mil curtidas, tem quase de 1,8 milhão de seguidores no Twitter e mais de 160 mil no Instagram.

O mineiro, que saiu de Muzambinho com uma mão na frente e outra atrás, mostrou competência e ganhou o Brasil com seu talento. Nasceu em 6 de agosto de 1951. A família Neves viveu em várias cidades do Sul de Minas, já que o pai era natural de Areado mas foi criado em Varginha, Monte Belo e casou-se em Muzambinho com Carmen. O casal teve apenas dois filhos, Milton e Homero. Acompanhe a entrevista.

 

VOCÊ SEMPRE DIZ EM SUAS ENTREVISTAS QUE SAIU DE MUZAMBINHO SEM NADA. QUAIS FORAM SEUS DESAFIOS, SUAS LUTAS? É uma história comprida. Eu nunca tive uma meta na minha vida e as coisas foram surgindo naturalmente. Saí de Muzambinho sem nada, mas com tudo. Tive uma criação maravilhosa de três mulheres – a avó Beatriz, minha mãe Carmen e minha tia Antônia. Fiquei órfão de pai aos 9 anos e foram essas mulheres que cuidaram de mim e me deram o mais importante da vida: ter vergonha na cara.  Quando eu era criança, a gente comprava um frango por mês e ela tirava sempre a parte dela e dava mim.

COMO FOI SUA INFÂNCIA? Feliz e de muito aprendizado. Uma vez peguei uma carteira com 2 cruzeiros que um amigo havia esquecido. Tinha uns 6 anos e pensei: com esse dinheiro dá para comprar um picolé e 2 pacotinhos de figurinhas. Peguei o dinheiro e escondi a carteira no fundo da horta, em um galho de uma jabuticabeira. Foi quando chegou o dono da carteira e minha tia a devolveu a ele. Ela me disse: “não somos ricos, mas também não somos tão pobres. Você não precisa fazer isso. Você não tem que se intrometer no que não é nosso”. E essa bronca foi fundamental na minha vida. Depois disso, passei a vender galinhas para um cara chamado Chico Polinário, que as revendias. Vendia jornal e garrafa de cerveja para arrumar dinheiro. Outro fato curioso era quando chegava circo em Muzambinho. Tinham os leões e as leoas, animais velhos e mal alimentados. Os donos do circo chamavam a molecada e como sabiam que a gente não tinha dinheiro para assistir aos espetáculos, pediam para levar cachorros e gatos para alimentar os animais. Um gato valia 2 ingressos e um cachorro valia 4 ingressos. E a gente saía feito louco para caçar gatos e cachorros. Fiz isso umas 6 vezes. Era a maior sacanagem, mas era o único jeito de entrar no circo. Outra forma era entrar por “debaixo do pano”. Tenho muito remorso disso. Essas lembranças me doem muito no coração.  Eu e minha família somos apaixonados por esses animais. Temos quatro cachorros que dormem conosco na suíte e mais 3 gatos. Na fazenda em Guaxupé temos duas vira-latas lindas:  Lana e Luna. Elas têm mais saúde que os cachorros de raça que temos lá que, aliás, vivem doentes. As duas são autoimunes! São lindas! Dia desses uma deu cria de 8 filhotes que foram distribuídos aos amigos e um deles está na casa do Fábio, aqui em Alphaville.

 

QUANDO VOCÊ DEIXOU MUZAMBINHO... Fui para Curitiba e prestei vestibular. Fui reprovado para o curso de Odontologia. Mas também já não tinha passado nos concursos do Banco do Brasil e da Petrobrás. Graças a Deus, fracassei! Mas gostei do Santos Futebol Club, gostei do Rádio e coloquei na cabeça que tinha que ir para São Paulo trabalhar na Rádio Bandeirantes. Ouvia outras rádios também, como a Tupi e a Nacional do Rio de Janeiro. Vi um anúncio do vestibular de Jornalismo na Supero - Sociedade Universitária Paulista de Ensino Renovado Faculdades Objetivo e, desta vez, prestei fui aprovado. Morei em porão, depois aluguei apartamento onde fiquei com minha mãe – heroica e maravilhosa. Minha Tia Antônia, que era professora, bancou a gente em São Paulo: pensão, comida e faculdade até o momento em que ela não aguentou mais. Fiquei um mês fora do Objetivo. Meus amigos não concordavam em me ver fora da faculdade e foram até o diretor, João Carlos Di Gênio, para pedir uma bolsa de estudos para mim.  Ele concedeu até eu me formar.

 

 E DEPOIS? Foi quando consegui um emprego de repórter de trânsito do Detran, na Gazeta. Foi nesta época que conheci Osmar Santos, lá pelos idos de 1972. Era uma quarta-feira e ele estava emplacando seu carro e começamos a conversar. Falei de futebol, dos comentaristas, narradores e dos repórteres esportivos. Ele se despediu, foi embora e eu continuei meu trabalho. Por volta das 17h30 tocou o magnético, a antiga linha direta que a gente usava, e era o jornalista Fernando Vieira de Melo que queria falar comigo. E toda vez que ele queria falar era bronca. Mas desta vez foi diferente. Disse que o Osmar Santos contou que havia descoberto um gênio do futebol e do rádio e que eu não poderia continuar no trânsito.  Entrei no ar naquele mesmo dia substituindo o Fausto Silva no Plantão Esportivo da rádio.

 

COMO FOI A EXPERIÊNCIA? Escrevi tudo a mão o que iria falar sobre Curitiba X Inter e Flamengo X Madureira. Eu tinha apenas 22 anos e nem sabia telefonar. Tocava o telefone e eu saía de perto. Até que um dia o jornalista Paulo Barcun, no início da carreira, me disse: “você é muito metido. Não atende o telefone. Pensa que é mais que a gente?”. E eu respondi: “eu não atendo porque não sei qual é o lado da boca e o lado do ouvido”. Ele olhou para mim com maior respeito e pena. Enfim, o rádio foi e é minha vida até hoje.

 

COMO FOI A TRANSIÇÃO PARA A TV? Agradeço muito a TV Bandeirantes por isso. Eu já estou perto de parar. E, morando em Muzambinho, Guaxupé, Miami ou Nova Iorque, terei a imensa alegria em ver a TV Bandeirantes líder de audiência no Brasil no lugar da TV Globo. Muito por seu líder,  João Carlos Saad, o Johnny Saad, pessoa maravilhosa. Esse cara chega e cumprimenta o Ricardo Boechat, que é o grande nome da emissora, com o mesmo respeito com que cumprimenta o pessoal dos serviços gerais. É uma empresa com mais de 2 mil funcionários e a forma dele agir é fantástica. Sou grato também ao Jota Ávila. Ambos fizeram minha vida mudar. Dizem que não teve, não tem e nunca terá um cara igual a mim para falar de esporte dentro de um estúdio. Em 1999, quando fui para a TV, eu já era um grande jornalista do rádio. Achava que já tinha chegado no auge. Então  me propuseram um programa chamado Super Técnico. Fiz o teste. Neste dia estava comigo meu filho mais velho, Rafael. Pensei que não ia dar certo. Meu negócio era o rádio. Depois de um mês de programa cheguei à conclusão que eu ainda não tinha começado minha vida no jornalismo. Aos 48 anos, quando pensei que já tinha conquistado tudo, foi quando realmente  comecei minha carreira.  O que eu tenho hoje, em todos os aspectos, devo 95% à televisão e 5% ao rádio. É isso.

 

VOCÊ É UM GRANDE DIVULGADOR DAS CIDADES DE NOSSA REGIÃO... E nesses anos todos fiz grandes marcas, grandes campanhas e a publicidade foi fundamental na minha vida. Mas as maiores campanhas que fiz e de graça foram das marcas Muzambinho e Guaxupé. Tenho mais de 100 títulos de cidadania honorária e, entre elas, está a de Cidadão Guaxupeano. Fizeram uma homenagem ao Benedito Ruy Barbosa em Guaxupé anos atrás e se esqueceram de mim. Tudo bem. Gosto muito do prefeito Jarbinhas e do seu governo. Não achei ruim e não estou criticando, mas faltou um pouco de sensibilidade.

 

VOCÊ FOI HOMENAGEADO NO SENADO TAMBÉM... Fui homenageado recentemente no Senado Federal porque apoio o Hospital de Câncer de Jaú que atende doentes de Câncer. Muitos deputados me ajudaram indicando repasses federais para manter o hospital em atividade. José Serra esteve presente ao lado de outros senadores. Em Muzambinho, temos 327 doentes e há 14 anos mantenho em Jaú uma Casa de Atendimento ao Muzambinhense Com Câncer, graças a Deus.

 

VOCÊ TAMBÉM TEVE INTERVENÇÃO NA LOCAÇÃO DA NOVELA “O REI DO GADO”. COMENTE ESSA HISTÓRIA. Guaxupé tinha que fazer uma estátua do Benedito Ruy Barbosa em praça pública porque ele fez o nome da cidade ser internacionalmente conhecido através da novela “O Rei do Gado”, de 1996 e que nas reprises atingiu números de audiência ainda maiores. Benedito sempre gostou muito de mim e certo dia me ligou dizendo que precisava conhecer fazendas no Sul de Minas. Pensei que ele quisesse investir e disse para ele largar mão disso porque fazenda dá muito trabalho. Ele respondeu: “não, estou escrevendo uma novela chamada “O Rei do Gado” e uma parte terá que ser ambientada em uma fazenda”. Como eu estava saindo de férias e indo para Muzambinho, ele seguiu comigo. Ficou hospedado na minha casa, localizada na Praça dos Andradas. Ficou por lá 15 dias e dormia no quarto do meu filho Rafael. Meu irmão Homero o levou para conhecer as fazendas da região. Eles visitaram mais de 10 fazendas e Benedito gostou de uma em Areado. Mas a proprietária, uma viúva de 70 anos na época, ficou desconfiada de tudo e não autorizou as gravações. Ela não acreditou que era o Benedito Ruy Barbosa porque “ele era simples demais para ser alguém de televisão. Até que chegaram ao Olavo Barbosa. Benedito contou sua história e Olavo também contou a dele. Apesar de ser um homem extremamente conservador, ele cedeu a fazenda para as gravações. Benedito e ele e se tornaram muito amigos. Raul Cortez, Glória Pires e outras estrelas da Globo gravaram cenas por lá e o nome de Guaxupé foi citado mais de 700 vezes. Um fato inusitado foi que na primeira apresentação, eu ainda não era de televisão, e o nome do Coronel Milton Neves foi citado várias vezes. Agora, nas reprises, as cenas do Antonio Fagundes ligando para mim foram cortadas. Uma sacanagem! Só porque atualmente estou na TV! Mas foi fantástico! Outro fato curioso foi que “O Rei do Gado”  atrasou para estrear. A novela que precedeu estava registrando boa audiência e a Globo resolveu esticá-la. E toda a paixão de Muzambinho pela novela virou motivo de desconfiança. Antes diziam: “olha, o Mirtinho está com a bola toda... vai colocar Muzambinho e Guaxupé na novela da Globo”. Com o atraso, a coisa mudou e diziam  “esse Mirtinho é papudo... não vai ter novela nenhuma... olha que vergonha”.  Mas a novela estreou e não teve um que tenha me pedido desculpas por não acreditar em mim! Foi igualmente com o edifício que construímos em Muzambinho. Chamavam de King Kong porque começamos e não terminamos porque alguns parceiros da época atravessaram uma crise e as obras foram paralisadas. Mas depois conseguimos outros investidores e terminamos o prédio.

 

VOCÊ TAMBÉM É EMPRESÁRIO. COMO SÃO SUAS EMPRESAS? Tenho um escritório da Avenida Paulista chamado Terceiro Tempo que cuida do meu site e das redes sociais. Gosto muito disso. Só contrato jornalistas diplomados e já revelamos muitos talentos que hoje estão na Revista Veja, BandNews, ESPN, Rádios Bandeirantes e Jovem Pan. Também controla minha vida como veiculador de publicidade. Hoje sou bureau de Mídia e as empresas que me procuram tem uma estrutura toda para gerar esse conteúdo. Tenho algumas fazendas no Sul de Minas onde produzo café, mas o forte mesmo é o gado. Era algo sem muita pretensão mas virou um negócio grande e hoje são administradas pelo meu filho, que também é jornalista, Fábio Neves. Agora começamos a avançar no mercado imobiliário. Já fizemos um belo loteamento em Monte Belo e agora faremos em Guaxupé. Estamos aguardando a aprovação para iniciar as obras e colaborar com o crescimento da cidade.

 

DIZEM QUE JORNALISTA NÃO DEVE FAZER PROPAGANDA. COMO VOCÊ ANALISA ISSO? Já perdi muito tempo em rebater essa bobagem (risos). Às vezes encontro alguns jornalistas da Globo que fazem propaganda e justificam isso porque são do “entretenimento”. É o caso do Pedro Bial, do Tiago Leifert e até a Fátima Bernardes, que não são mais jornalistas, são do entretenimento. Acho isso uma hipocrisia danada. Hoje está todo mundo fazendo publicidade. Os patrulheiros de plantão ficavam me enchendo porque eu estava denegrindo a classe ao fazer propagandas. Mas no fundo estavam era com inveja porque deu muito certo comigo. Sou um grande vitorioso.

 

TAMBÉM QUE JORNALISTA ESPORTIVO NÃO PODE REVELAR SEU TIME DO CORAÇÃO... Eu sou um sujeito que garganteia tudo o que conquista. Dizem que sou pioneiro em tudo - até em dizer que sou Santista de peito aberto. Isso é uma cascata! Em 1972 tinha a Mesa Redonda, na Gazeta, e cada jornalista tinha seu time e revelava isso. Joarez Soares, por exemplo, já dizia que era Corinthiano desde a década de 60.

 

O QUE A VIDA TE ENSINOU HOJE QUE GOSTARIA DE TER SABIDO NO INÍCIO DA CARREIRA? Tudo que a vida me deu foi 50 milhões de vezes superior do que eu imaginava. Meu casamento com a Lenice, meus três filhos, minhas netas, minha carreira, minha voz e até minha cara. Alguns dizem que sou feio e cabeçudo, mas, mesmo assim, está bom. Tudo deu certo. Tem aquele filme “De volta para o futuro”, mas meu negócio é “De volta para o passado”. Gostaria de oferecer tudo o que tenho hoje ao meus pais, minha avó e minhas tias. Tínhamos uma vida humilde e difícil em Muzambinho. Vejo tudo o que tenho e não posso oferecer nada disso a eles... me emociono e chegou a chorar. Queria estar no passado para não deixá-los passar por tanto sofrimento para sustentar a gente... Minha esposa, Lenice, deu o golpe do baú, viu! Ela deu muita sorte em casar-se comigo! Olha, tentei namorar umas quinze meninas lá de Muzambinho e nenhuma delas me deu atenção porque eu era um pé de chinelo. Com a Lenice deu certo. E ela diz que fui eu quem deu o golpe do baú! Isso porque os pais dela eram comerciantes e tinham fazendas. Meu querido sogro, para os padrões da cidade em 1960, era muito bem financeiramente. Tinha hotel, empório, leiteria e terras. Olha: era a Lenice quem pagava a entrada para eu ir no cinema! Eu não tinha dinheiro. Sou muito abençoado por Deus.  Lutamos muito para dar um bom estudo aos filhos, muitas vezes sem dinheiro, mas conseguimos formá-los. Falam inglês fluentemente e outros idiomas também. Eu sou monoglota total. Não falo nem portunhol. Me lembro do professor de inglês, Jorge Farah, de Guaxupé, que lecionava em Muzambinho. Ele fazia a gente rezar em inglês. Ele dizia: “aprenda inglês que vocês terão futuro”. Hoje eu digo nas minhas palestras: aprendam inglês e dominem o computador. Caso contrário, serão  goleiros sem braços. Sempre tem um da plateia que diz: “mas você não fala inglês”. Respondo: “sou um aborto da natureza e isso não acontece com todo mundo!”.

Tive uma criação maravilhosa de três mulheres – a avó Beatriz, minha mãe Carmen e minha tia Antônia. Fiquei órfão de pai aos 9 anos e foram essas mulheres que cuidaram de mim e me deram o mais importante da vida: ter vergonha na cara.

Milton é admirador  de vinhos e tem em  sua adega milhares de rótulos  cuidadosamente escolhidos por ele

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