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Fisioterapia
Prof. Dr. Luiz Henrique G. Santos

Baixa qualidade de sono e a dor crônica, existe relação?

 

Coordenador do curso de Fisioterapia do UNIFEG

Diretor clínico do Instituto Sulmineiro de Cabeça e Pescoço

 

Rua Cel JoaquimCosta, 115

Telefone: (35)99182-7771

Guaxupé MG

Você sabia que ao sono tem ampla relação com a cronificação da dor? Muitos de nossos pacientes tratam de dores crônicas, e tem a sensação de que a privação do sono tem piorado proporcionalmente à medida que a dor limita mais suas funções e consequentemente seu estado de animo para a realização de atividades rotineiras.

O que poucas pessoas sabem que a higiene do sono é fundamental para qualidade de vida, e que a dor crônica tem relação direta com estresse, fadiga, ansiedade, depressão, e inclusive má condições para reparo do sono.

Os estudos científicos demonstram que existe uma alta prevalência de dor crônica em pacientes que relatam distúrbios do sono (entre 50% à 80%), e a hipótese é que seja uma condição bidirecional. Ou seja, as alterações do sono podem ser consequências de uma alta sensibilidade do sistema nervoso central e que proporciona quadros dolorosos limitantes, assim como a sensibilidade dolorosa pode limitar as pessoas de boas noites de sono.

A insônia crônica que é uma condição caracterizada quando ocorre no mínimo 3 vezes por semana durante três meses, e tem como consequência aumento de fadiga, reduz a acuidade mental e rendimento intelectual. A ansiedade além de ser uma das principais causas de dor crônica, também esta entre as principais causas de insônia crônica. Dentro destas condições e tendo a compreensão de que estes fatores interligados, o Instituto Sulmineiro de Cabeça e Pescoço tem oferecido atendimento na área de psicologia, e mais recentemente iniciou a avaliação do sono, por meio de uma específica avaliação Fisioterapêutica e também a polissonografia.  A polissonografia é um exame que permite identificar inúmeros fatores que podem levar a alterações do sono, e pode colaborar como parâmetro para evolução clínica do paciente com dor crônica. A literatura científica nos recomenda trabalhar com educação sobre higiene do sono e insônia, controle dos estímulos para que o paciente tenha melhor tranquilidade para iniciar o sono, fatores que proporcionam restrições do sono, higiene do sono, que se relaciona com o quanto o paciente apresenta de sono reparador, treinos de relaxamento muscular, e terapias cognitivas comportamentais. É importante que a população entenda que, prática de exercícios físicos, atividades sociais prazerosas, boa alimentação, são fundamentais. Mas, poucas pessoas falam sobre a higiene do sono, e ele tem se mostrado tão vital como qualquer destes outros mencionados anteriormente. Se você acorda com sensação de cansaço, e dorme menos que seis à oito horas por dia, cuide-se, busque avaliar melhor quais são as condições clínicas que envolvem esta dificuldade, pois, trata-se de um candidato a ser um paciente com dor crônica.

 

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