Conteúdo para toda família

SÉCULO XXI: TEMPO DE SE HUMANIZAR A JUSTIÇA

 

 Dr. João Marcos Alencar Barros Costa Monteiro

é Advogado e Coach

O cotidiano dos tribunais, o emaranhado da burocracia forense, o direito desejado e, muitas vezes, não alcançado, os papéis frios que conectam e desconectam jurisdicionados nos leva à seguinte afirmação: é necessário se humanizar a justiça.

Os advogados, quando recebem os seus clientes e ajuízam demandas; os serventuários da justiça, quando impulsionam o processo; os membros do Ministério Público, quando fiscalizam a ordem jurídica ou postulam em demandas coletivas e criminais; os magistrados, quando solucionam litígios, proferindo decisões e julgamentos, devem sempre ter olhos para além daqueles papéis ou peças digitalizadas dos autos processuais. A visão deve ser de Raio-X, penetrando a alma humana, inclusive tomando a posição do jurisdicionado, objetivando alcançar, com celeridade, a melhor resolução àquele conflito.

Quando um indivíduo bate às portas do Poder Judiciário para a solução de seus conflitos, isso revela que ele já vem com uma pesada carga emocional, de quem não conseguiu resolver a questão de forma amigável. Ao ingressar com uma determinada ação judicial, deposita ali todas as suas angústias e frustrações, mas principalmente a sua esperança e, na maioria das vezes, depara-se com a frieza dos tribunais, através de seus desmotivados servidores.

Se o magistrado, por exemplo, simplesmente profere uma decisão para as partes, em audiência, despedindo-se ali sem balbuciar uma palavra, silenciando-se àquele conflito, apenas para cumprir a agenda do dia, o efeito para aqueles jurisdicionados será extremamente negativo. Porém, se antes de decidir, ele olhar para as partes com atenção, carinho e até amor, mostrando entusiasmo e positivismo em relação à demanda e a uma eventual conciliação, explicando os benefícios de um provável acordo, certamente o efeito será outro. Ainda que as partes não queiram se conciliar, sentirão seguras quando da decisão, dando crédito à máquina judiciária. Isso, sim, é humanizar a justiça.

Apesar de toda a tecnologia que permeia o ambiente forense do Século XXI, não há como fugir das relações interpessoais que envolvem as partes e seus advogados, serventuários, promotores e juízes. Há que se humanizar tais relações para que os conflitos sejam minimizados, harmonizados e a satisfação abrace o cidadão.

Lamentavelmente, a observação que se faz é que a maioria dos operadores do Direito está ligada em “piloto automático”, esquecendo-se de que por trás da letra fria da lei, das petições e dos recursos processuais, existem seres humanos com as suas angústias, dissabores, dores e conflitos que precisam ser solucionados em tempo razoável. E, na maioria das vezes, a desatenção e a negligência empurram para o abismo o respeito e a humanização aos que gemem por justiça.

As mazelas da Justiça precisam ser eliminadas, através de comprometimento e efetiva gestão judiciária, visando à melhoria do serviço e atendimento ao jurisdicionado. Somente com a melhora da resposta às demandas judiciais, que perfaz na atenção, presteza, eficiência e zelo dos operadores do Direito, é que florescerá a humanização da Justiça. Ousa-se, aqui, dizer que através das ferramentas poderosas aplicadas no Coaching Integral Sistêmico, poder-se-á eliminar os impedimentos ao atendimento de excelência por parte do Poder Judiciário. Utiliza-se, através do coaching, metodologias e técnicas para estimularem os operadores do Direito a assumirem seu melhor lado, a explorar as suas habilidades e crescerem como pessoas e profissionais. O coach não trará fórmulas prontas, mas utilizará os seus conhecimentos para identificar as necessidades de cada pessoa e os fatores que as impedem de alcançar metas e objetivos para, com isso, reverter o quadro não desejado. A missão aqui é de promover mudanças positivas nestes profissionais, através de muito incentivo e direcionamento do coach, que culminará por fazer com que os profissionais do Direito sejam capazes de adotar uma nova postura frente aos mais diversos desafios que surgirem durante a caminhada jurídica e judiciária.

 Concluindo, a vida e o tempo andam juntos em eterno casamento e são efêmeros, porém o direito tardio, filho da desumanizada justiça, é o seu pior inimigo. Sendo assim, que os homens da lei aprendam a olhar com mais atenção, expressando amor ao seu semelhante jurisdicionado, extirpando as mazelas do sistema judiciário para que a justiça se torne eficaz.

 

 

 

 

INSTAGRAM

Curta esta página no Facebook

Poste no seu Twitter

© EDITORA MÍDIA LTDA | Av. Conde Ribeiro do Valle, 255 | 2º Andar | Sala 8

Telefone: (35) 3551-2040 | Cep 37800-000 |  Guaxupé | MG