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Oftalmologia
Instituto Nehemy Costa

Você conhece as causas da Catarata?

A catarata consiste na opacidade total ou parcial do cristalino, lente natural do globo ocular, que é responsável pela focalização da visão para perto e para longe. Pode causar uma diminuição progressiva da visão que, na maioria das vezes, não consegue ser corrigida pelo uso do óculos. O ofuscamento ao olhar às luzes à noite, imagem borrada e perda da percepção de cores são os principais sintomas.

A catarata atinge quase metade da população mundial com mais de 65 anos. Estima-se que no mundo cerca de 160 milhões de pessoas tenham esta doença, considerada a maior causa de cegueira evitável. No Brasil são 2 milhões e surgem cerca de 120 mil novos casos ao ano.

 

QUAIS SÃO AS CAUSAS?

 

São vários os  fatores de risco que podem provocar ou acelerar o aparecimento de catarata. São eles: medicamentos (esteróides), substâncias tóxicas (nicotina), doenças metabólicas (diabetes mellitus, dentre outras), trauma, radiações, algumas  doenças oculares, cirurgia intraocular prévia, infecção durante a gravidez (toxoplasmose, rubéola) e fatores nutricionais (desnutrição).

 

QUAL É A SUA CLASSIFICAÇÃO:

 

A doença pode ser classificada em:

Catarata congênita: presente ao nascimento;

Catarata secundária: aparece secundariamente, devido a fatores variados, tanto oculares (uveítes, tumores malignos intraoculares, glaucoma, descolamento de retina) como sistêmicos. Pode estar associada à moléstias endócrinas (diabetes mellitus, hipoparatireoidismo), causas medicamentosas (corticóides tópicos e sistêmicos, cobre, ferro), exposição à radiações actínicas (infravermelho, raios-X), traumatismos, entre outras.

catarata senil: opacidade do cristalino em consequência de alterações bioquímicas relacionadas à idade (85% dos pacientes). Nesses casos, não é considerada uma doença, mas um processo normal de envelhecimento.

 

QUAL É O TRATAMENTO?

 

Não existe tratamento clínico para a catarata. A correção cirúrgica é a única opção para recuperação da capacidade visual do portador de catarata senil. É indicada quando a diminuição visual interfere nas atividades normais do paciente, piorando sua qualidade de vida. Uma outra indicação para sua extração é quando ocasiona aumento na pressão intraocular do paciente.
Antigamente, a cirurgia de catarata era considerada arriscada e era evitada sempre que possível. Havia a necessidade de internação hospitalar por uma semana ou mais e as complicações eram frequentes, havendo a necessidade de usar um óculos extremamente forte após a cirurgia.
Atualmente a cirurgia é feita em regime ambulatorial, com anestesia local, de forma personalizada, conforme o perfil clínico e hábitos de cada pessoa.

A técnica cirúrgica mais utilizada para o tratamento da catarata chama-se facoemulsificação em que consiste na remoção do cristalino opaco por fragmentação e aspiração com ultrassom, com posterior implante de uma lente intra-ocular. Tudo isso por uma micro-incisão, na maioria das vezes, sem necessidade de pontos. As lentes artificiais que substituem o cristalino variam de materiais, tamanho, forma e características ópticas. Essa escolha depende da técnica, características oculares e desejo do paciente.

No período de recuperação é muito importante que o paciente siga todas as orientações de seu médico, usando adequadamente as medicações prescritas e compareça a todos os retornos marcados, para evitar ou mesmo detectar precocemente qualquer complicação.
Geralmente, o paciente vai necessitar de óculos após a cirurgia, sendo que o mesmo costuma ser prescrito em torno de 4 a 6 semanas de pós-operatório. Muitas vezes estes óculos são apenas para a visão de perto (leitura).
Hoje em dia existem lentes intraoculares - chamadas multifocais - que corrigem o foco para todas as distâncias , melhorando a visão tanto para longe quanto para perto.

Muitas pessoas ainda acreditam que a catarata deve estar “madura” para ser operada. Porém, já é comprovado que quanto maior o avanço da catarata, maiores são as chances de complicações cirúrgicas. Isso porque, o cristalino torna-se muito rígido e duro a ponto de que em alguns casos ser necessário recorrer à técnica cirúrgica antiga - chamada de extracapsular - uma que exige uma grande incisão para a retirada da catarata, com pontos cirúrgicos, o que acarreta um retardo na recuperação da visão.

Portanto, consulte seu oftalmologista regularmente. Somente ele poderá diagnosticar e tratar as doenças oculares e, no caso de catarata, indicar o melhor momento para realização da cirurgia.

 

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Membro da Sociedade Brasileira de Lentes de Contato e Córnea (SOBLEC), Professora do Curso de Lentes de Contato "Professor Cleber Godinho", Médica preceptora do setor de ceratocone e Lentes de Contato do Instituto Penido Burnier.

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV), médico coordenador do Departamento de Retina da Fundação Instituto Penido Burnier (Campinas), médico preceptor do Departamento de Oncologia Ocular (Unifesp)

 

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