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Pediatria
Dr. Heber Hamilton Quintella

Puerpério:

o que é isso?

 

Puerpério, também conhecido como quarentena ou resguardo, é o período que vai desde o nascimento do bebê até o momento em que os órgãos reprodutores e estado geral da mãe voltam às condições anteriores a gestação, de acordo com a definição formal. Esse tempo pode durar de seis a oito semanas e é quando ocorrem profundas transformações físicas e emocionais na mulher, além da convivência e cuidados com o bebê. Em um conceito mais amplo, puerpério é também um período de sensibilidade. “Traz uma mistura de sentimentos, alegria com melancolia, amor com insegurança, como se todos os outros lados daquela mulher que se torna mãe – a profissional, a esposa, a mulher, a amiga – fossem colocados em segundo plano para que ela possa mergulhar no relacionamento com o bebê e construir sua identidade materna”, define Nívia Gonçalves, psicóloga e uma das mediadoras do Grupo Powerpério, que promove o acolhimento a mães que estão passando por esse momento.

Poder para elas.

A organização Mundial da Saúde (OMS) descreve essa fase como a mais crítica e, ainda assim, a mais negligenciada das mães e das crianças. É simples deduzir a razão. A adolescência e o climatério, por exemplo, são temas de inúmeros livros, de redes sociais, de grupos de apoio, mas o puerpério – embora talvez seja uma fase ainda mais determinante na existência das pessoas – não.

Na construção de um novo cenário, a conscientização vem aumentando e a união entre mulheres já se faz uma realidade em várias partes do Brasil. O objetivo comum é atravessar esse período com maior segurança.

As redes de apoio existentes oferecem programação diversificada que engloba desde rodas de conversas com especialistas, até exercício para a reabilitação pélvica, passando por aulas de amamentação, troca e banho, ás terapias em grupo.

Há casos específicos de mães e bebês que precisam de atenção especializada e para isso há grupos mais específicos, na abordagem, por exemplo, de complicações pós-parto, prematuridade, filhos múltiplos, doenças congênitas, etc. “Vale lembrar que não há uma regra específica e que nem todas as mulheres vivem o puerpério da mesma forma”, ressalta a psicóloga.

 

Rede de confiança

 

Contar com o apoio é fundamental para superar essa fase sem traumas. As psicólogas Maiana Rappaport e Daniela Andreatto coordenam o Grupo de Pós-Parto na Casa Moara, em São Paulo, que atende mães com bebês entre 0 a 1 ano de vida. Nas reuniões semanais e contínuas, o grupo terapêutico tem como foco a troca de ideias, com o apoio profissional de duas psicólogas, que auxiliam no aprofundamento das questões levantadas. Forma-se uma rede de confiança e sem qualquer pré-julgamento, de acordo com as terapeutas.

 

 

 

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