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Meíta Bardi, colunista

meitabardi@yahoo.com.br

DR. VICENTE

CÂNDIDO JÚNIOR

A saudade é nossa própria história, nas páginas mais belas e generosas. E, estranhamente, é feita de uma tristeza suave que — muitas vezes, doendo — faz reviver. É como chorar sorrindo. Saudades são lembranças guardadas no coração, mesmo que esquecidas pela mente.  E assim, ao longo de tanto tempo, vejo que cada um que divide a sua história conosco, sente este gostinho de saudade.

Não foi diferente com Vicente Cândido Júnior, filho dos queridos Vicente Cândido – funcionário por muitos anos da Exportadora de Café Guaxupé e Leila Maria David Cândido guaranesianos de nascimento, mas certamente guaxupeanos de coração. Aqui tiveram seus três filhos: Daniela, Vicente e Fabiana.

 

“Nasci na Santa Casa, pertinho de onde sempre morei – na Rua Claudio Manuel da Costa, na Vila Rica. Logo cedo fui para o Pingo  Gente fazer o Maternal. Em seguida, fui para o Catatau, escolinha da Dona Carmen do Laticínios Presidente e do saudoso Carlão, pais de um dos meus primeiros grandes amigos de infância,  o Antonio Carlos e seus irmãos Carmo, Cássio e Camilo!

Como disse, a Vila Rica foi meu mundinho da infância e, muito feliz, fui estudar no Barão de Guaxupé. Andava meio quarteirão e já estava na escola. Lá conheci outros grandes amigos com os quais mantenho contato até hoje, apesar da distância: Andrea Cerdeira, Daniela Magalhães Barbosa, Márcia e Luciana Vilas Boas, Karla Farah, Eduardo Barbosa, Tiago Elias, Leonardo Barone! Esses são companheiros inesquecíveis que me acompanharam da antiga quinta série até o terceiro colegial no Colégio Dom Inácio! No Grupo Barão (como a gente falava rsrs) tive duas grandes professoras – Dona Aparecida Paiva e Dona Mariinha Camilo. a quem devo muito respeito , admiração e, claro, a minha alfabetização!

Outros dois grandes amigos de infância, com quem ainda mantenho contato, foram o Juninho filho do Jota Cabeleireiro que era meu vizinho e o Kito (Marcos Roberto Jundurian) ! Vivíamos jogando bola na rua que (acreditem!!!)  era de aclive e de paralelepípedos, mas o portão da casa do Juninho era perfeito para usar como "gol " e eu adorava, pois muitos outros colegas iam pra lá logo após escurecer para podermos bater uma bolinha... Quando meu pai deixou usarmos o terreno no lado de casa, fizemos traves de bambu e a infância foi perfeita! Futebol no campinho de dia e à noite, pique esconde, taco ou bétis, pega pega e mais futebol na rua!

Bom, o Colégio Dom Inácio foi realmente minha  vida pois eu adorava estudar ali. Aqui eu abro um parênteses para dizer que a turma do Vicente Cândido foi uma das melhores do Dom Inácio. Tinha alunos excelentes que se tornaram também excelentes profissionais. Gostava muito dos professores, dos esportes na quadra, das conversas e brincadeiras nos pátios, da capela lá no centro que, todo dia ao entrar pela porta principal, me abençoava.  No Dom Inácio fiz novas e eternas amizades como o Rodrigo Cruvinel Salgado, Luiz Henrique Sachetto , a Aline e a Karime Melo, Mauri Palos... Desde então, esses "moleques " viviam juntos, andando de bicicleta e curtindo, principalmente,  um futebol no Country Clube.  Isso, sem dúvida, não me sai da memória!

 A última molecagem aconteceu no segundo colegial:  o sumiço do esqueleto do laboratório do Dr. Albertinho! Fato histórico no Dom Inácio e que deu o que falar.  Depois disso todos viram o que é assumir suas responsabilidades e a turma no terceirão resolveu estudar mais ainda!

No terceiro colegial,  resolvi  cursar  Medicina. Tinha muitas dúvidas, pois amava exatas!  Engenharias Mecânica ou Elétrica me faziam pensar em como as coisas funcionavam!  No caso, a teoria já  me bastava.

Então, falei: vou ver é, como funciona melhor outra máquina, a humana!  Desvendar o que há nela e ajudar a  consertá-la passou a ser o meu objetivo e, para mim, nada é mais lindo!

 Prestei vestibular somente para Medicina mesmo e me formei em Pouso Alegre, junto com o Tiago Elias.

Terminado o curso, era hora de fazer a residência. Optei pela cirurgia no Hospital do Servidor Público em São Paulo. Terminei a residência,  prestei concurso e logo comecei a trabalhar em Osasco onde conheci minha esposa  -  no primeiro plantão dela!  E temos uma filha linda – a Maria Eduarda com doze anos.

E fui ficando por aqui. Hoje faço plantões de cirurgia do trauma na Prefeitura de São Paulo e cuido da parte administrativa e assistencial na prefeitura de Osasco. No grupo NotreDame Intermédica, sou coordenador do Pronto Socorro e também faço atendimentos.

Gostaria muito de agradecer por esta oportunidade, principalmente por me fazer relembrar tantas coisas da minha infância ou adolescência! Tenho muita saudade dessa cidade, dos amigos e dos encontros  na "avenida", dos bares, do Clube Guaxupé de tantos bailes e, principalmente, os de carnaval que tanto gostava!  Mas hoje, também amo "isso aqui"! A correria, a cidade que não pára, de tantas opções de lazer e que, apesar dos problemas,  faz minha vida intensa  passar num piscar de olhos! Já se vão 17 anos em Sampa e 24 anos desde que deixei Guaxupé!

Vale a pena buscar aquilo que sonhamos, mesmo que achar distante esse sonho ou o local onde irá realizá-lo.  Como nos ensinou Jesus, o bom filho à casa retorna e sei que a casa dos pais e dos meus amigos estarão sempre abertas para me receberem,  se um dia eu quiser voltar para a cidade natal.

 

 

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