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Psicanálise
Marilete Vieira Zampar

APRENDIZAGEM E NEURODESENVOLVIMENTO

 

A autora possui Formação e Pós-Graduação: Letras - FFCL R.P., Psicanálise – UNIFRAN, Psicopedagogia – UNISANTANA; Psicodrama Nos Distúrbios Psicossomáticos - EPP Doutorado - WDU; Pós-Graduação em Saúde Mental – FCM Unicamp;  Pós-Graduação em  Transtornos Alimentares – FCM Unicamp; Neurociência – UFMG;  Neuropsicopedagogia – UCAM. Contato: Praça Presidente Kennedy, 102 Guaxupé – MG - Telefone: (35) 3551-0692

As experiências literalmente moldam o cérebro. Os estímulos contínuos e as experiências aumentam as chamadas sinapses, isto é, a conexão entre os diferentes neurônios para a propagação dos impulsos nervosos.

Do nascimento à idade adulta o cérebro passa por uma enorme quantidade de transformações através de experiências e estímulos que auxiliam no seu desenvolvimento. Cada criança tem um perfil da mente único e um cérebro diferente no sentido de como processa as informações.

As conexões vão ocorrendo numa variedade de combinações e probabilidades que afetam o neurodesenvolvimento. Algumas destas conexões permitem que a criança adquira certas habilidades específicas, como habilidades artísticas, memorização de fatos, gostos diferentes. As conexões do cérebro geram diversos comportamentos, movimentos, percepções e habilidades. Existem sistemas que estão entrelaçados e combinados entre si, que contribuem para o desenvolvimento e maturidade cerebral, dentre eles pode-se citar: o controle da atenção, memória, linguagem, orientação espacial, motor, pensamento e outros.

Quando a criança é estimulada pelo adulto desde seu nascimento e esses estímulos vão sendo contínuos e relativos à idade e seu desenvolvimento, as conexões vão se espalhando, ampliando as redes neuronais e criando novas possibilidades de aprendizado. Daí a extrema importância dos estímulos, inicialmente apenas mostrando objetos, dizendo seus nomes, permitindo que o bebê se perceba sensorialmente, sentindo diferentes cheiros, sons, visualizando tudo à sua volta, tocando sua mãozinha para captar diferentes texturas, sensação de temperaturas; e na medida em que vai se desenvolvendo, o adulto vai criando e proporcionando possibilidades de falar com a criança sobre o que a cerca, ensinando cantigas, contando histórias, respondendo aos seus questionamentos, aceitando sua natural curiosidade, que será um ótimo estímulo ao seu desenvolvimento.

 Quando a criança é estimulada pelo adulto desde seu nascimento e esses estímulos vão sendo contínuos e relativos à idade e seu desenvolvimento, as conexões vão se espalhando, ampliando as redes neuronais e criando novas possibilidades de aprendizado

A herança genética é o primeiro fator que influenciará o neurodesenvolvimento. Outros fatores podem ser modificados pelos familiares, profissionais da área, escola e interação com outras crianças. O fator cultural, a saúde física, mental e emocional e a experiência educacional são preponderantes no desenvolvimento da mente da criança e no processo de aprendizagem. Um desajuste num destes contextos poderá influenciar direta ou indiretamente neste processo.

Quando se fala em aprendizagem está se referindo a uma situação global de desenvolvimento que também é contínua, e, é através disso que adquirimos conhecimento.

Quanto mais a criança passa por experiências através de brincadeiras criativas, mais ela aumenta a rede de conexões, mais predisposta se apresentará para vários tipos de atividades, como: brincadeiras com massinha, recortes, montagem, desenho, fantoche, faz de conta com pequenos utensílios que todas as casas têm. Experiências desta natureza são mais construtoras que propriamente os brinquedos já elaborados, os quais ela não consegue transformá-los.

Algumas vezes, quando falamos aos pais de crianças em atendimento sobre a importância da estimulação, estes num primeiro momento, imaginam que precisarão dispor de enormes quantias para estimular seu filho, mas assim que mostramos dentro da própria sala o que se pode fazer para realizar estes estímulos, percebem que tudo está à nossa volta, precisamos apenas explorar. O cérebro que experimenta o face a face se desenvolve de maneira diferente daquele que recebe mais estímulos por meio de algum dispositivo tecnológico.

O trabalho na escola com certeza é muito bom, mas não é o bastante. Permitir à criança que enfrente pequenos desafios no dia a dia, será de extrema importância ao seu crescimento interior. Alguns pais realizam tarefas para seus filhos, não permitido que eles próprios passem pela experiência de concretizá-las. Quando a criança consegue fazer por si mesma, é visível sua alegria, os pais não precisam se preocupar que se o filho “se virar”, poderá romper alguns laços com os genitores; a ligação afetiva precisa ser deslocada da dependência. Dependência nunca foi nem nunca será comprovação de amor, carinho ou outro sentimento similar. Será sempre dependência, cuja palavra fala por si mesma: estar pendurado em alguém ou alguma coisa.

Quando questionaram Einstein sobre seu alto nível de inteligência, ele respondeu: “Um por cento de inteligência e noventa e nove de suor”, ou seja, quanto mais se utiliza e estimula nosso potencial, mais possibilidades positivas de desenvolvimento serão atingidas.

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