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Psicanálise
Marilete Vieira Zampar

 FOBIA SOCIAL

A autora possui Formação e Pós-Graduação: Letras - FFCL R.P., Psicanálise – UNIFRAN, Psicopedagogia – UNISANTANA; Psicodrama Nos Distúrbios Psicossomáticos - EPP Doutorado - WDU; Pós-Graduação em Saúde Mental – FCM Unicamp;  Pós-Graduação em  Transtornos Alimentares – FCM Unicamp; Neurociência – UFMG;  Neuropsicopedagogia – UCAM. Contato: Praça Presidente Kennedy, 102 Guaxupé – MG - Telefone: (35) 3551-0692

Os transtornos de ansiedade são bastante comuns e resultam em grande sofrimento e importante comprometimento para quem os sente. A ansiedade é definida como uma sensação desagradável de apreensão expectante que vem acompanhada de diversas manifestações físicas. Até certo ponto um nível de ansiedade regular pode ser útil e normal. Quando excede o limite da normalidade, tornando-se tão intensa e desagradável que perturbe a pessoa, poderá impedir o funcionamento adequado de sua vida.

O transtorno de ansiedade social ou fobia social se caracteriza por surgimento de um medo ou ansiedade intensos quando o indivíduo se depara com situações em que precisa expor-se à avaliação de terceiros. Essa sensação leva a pessoa a evitar tais possibilidades, prejudicando sua vida social ou de trabalho.

Normalmente aquele que sofre do transtorno descreve uma sensação de ansiedade imediatamente antes de se expor a prováveis julgamentos alheios, como apresentações em público ou o simples fato de ter que atravessar uma rua com olhares dos que por ali se encontram. Será considerado normal certo desconforto nas pessoas tímidas que apesar das dificuldades, acabam enfrentando e ficando coradas ou abaixando a cabeça ou mesmo pedindo a alguém que as acompanhe em certas situações mais complexas, mas enfrentando outras com tranquilidade. Podem-se considerar essas pequenas dificuldades como o “desconforto social normal”. Entretanto, aqueles que apresentam o distúrbio sentirão medo excessivo de que suas performances ou interações sociais sejam vistas como inadequadas, a ponto de levá-los ao constrangimento ou humilhação. Esse estresse intenso faz com que se evite a qualquer custo os enfrentamentos. No caso de não se poder evitar e realmente ser exposta a tais situações, a pessoa em questão poderá apresentar: palpitações, tremor, sudorese, rubor facial ou até mesmo sintomas mais sérios como diarréia, vômito, cefaléia ou desmaios. Sintomas típicos do medo excessivo e ansiedade.

Existem dois subtipos do transtorno: generalizado e específico. O segundo envolve uma ou duas situações de desempenho ou interação social específica como falar em público ou paquerar numa festa. Já o generalizado se caracteriza pelo surgimento da ansiedade antecipatória em múltiplas situações, como conversar em pequenos grupos sociais, falar com estranhos, conhecer pessoas novas, principalmente pessoas de autoridade e comer em público.

O transtorno normalmente se inicia na infância ou adolescência. Pode acontecer de forma abrupta, após um evento estressante ou de humilhação ou insidiosa. Se não tratado pode durar por toda a vida.

Bom lembrar que aqueles que sofrem de TAS não se sentem sufocados em ambientes fechados, não costumam ter medo de ficar sozinhos ou sem ajuda de pessoas conhecidas, acreditando que precisam de médico, farmácia ou pronto-socorro, como os que têm pânico. O que eles evitam é serem observados por terceiros ou julgamento alheio, por isso não gostam de situações sociais.

Alguns iniciam o uso de álcool ou outras drogas para tentar o enfrentamento. Melhor seria que procurassem um médico especializado e acompanhamento terapêutico. O uso de medicação nestes casos poderá ser de grande valia. Tudo o que é desconhecido pode ser assustador. Tomar conhecimento da situação pode ser o início da solução.

 Um grande abraço!

 

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