Conteúdo para toda família

Psicologia
Marcia Nehemy

GRATIDÃO

 

Uma palavra que tenho ouvido muito ultimamente. E vejo algumas pessoas usarem às vezes essa palavra, e  não consigo evitar de pensar, se realmente ela sabe o sentimento verdadeiro ou mesmo se ela está sentindo. Me explico. Quando estamos nos interagindo com alguém que faz algo por nós e dizemos:  grato!  Será que não estamos apenas dizendo, obrigado?

Há uma diferença. Eu posso agradecer algo feito para mim e articular um gentil e educado agradecimento. Mas também posso perceber a importância do que foi feito e me sentir verdadeiramente grata. Eu sou grata!

No meu consultório, após anos de atendimento ao casal, percebo facilmente o estágio de conflito em que eles se encontram. Mas, independentemente da gravidade e comprometimento da relação, há algo comum de se observar. Já não são mais tão gentis um com o outro, como quando se conheceram, por exemplo. Estou falando de pequenas atitudes, pequenos gestos e, principalmente, uma atitude literal do “obrigado por... “,  ainda que seja o gesto amoroso de te dar passagem ou pegar um objeto que você precisa.

  Observo que, com muita frequência, a intimidade entre as pessoas que se amam, tendem a dispensar facilmente a delicadeza no convívio com o outro, Como se, com a pessoa que temos intimidade, “fosse de casa”, e não precisamos tomar tanto cuidado!

Um erro tão comum e tão danoso aos relacionamentos. O melhor de mim, dou às pessoas lá fora, do meu convívio social. Surgindo assim, as confusões, as discrepâncias nos comportamentos, a ambivalência nas atitudes, as contradições  e, como consequências, uma sucessão de mágoas, de ressentimentos,  de acusações, ciúmes, que terminam por distanciar os relacionamentos. Não se fala sobre assuntos delicados, pois ambos se ofendem!

Daí, a se focarem nas acusações e competições é um curto espaço. Mas neste estágio, também já não se valoriza mais, incontáveis aspectos muito bons que possuem. Sou testemunha de que o ser humano ama na perda!

E o que é pior, não sabem como resgatar. Há tantas razões para serem efetivamente gratos, que se começassem pela gratidão, esse caminho seria mais leve. Ter um olhar generoso para as coisas boas e muito boas que possuem, certamente a valorização mútua deporia as atitudes bélicas entre eles. É nessa “trégua“, que ambos podem perceber em como fazer melhor sua parte para o bem do casal. No sentimento da gratidão surge a oportunidade de ressignificar alguns velhos conceitos, abandonar algumas crenças e criar seus próprios modelos, que têm mais a ver com a realidade de cada um, nesta relação.

  Não tenho dúvidas de que temos muito mais razões para agradecer do que nos queixar. Isto se no mínimo, formos sensíveis e justos com tanta dádiva que recebemos, e que por não sabermos valorizar, sendo gratos, acabamos perdendo tanto e tantos!

 Não basta acordar, tem que DESPERTAR!  Tenho muita gratidão, por essa oportunidade de estar um pouco com vocês!

 

A AUTORA é  Psicóloga Clínica, com título de Especialista em: Psicologia Clínica Hospitalar, Psicoterapia Breve, Psicoterapia de Casal,  familiar e  em Sexualidade Humana. Contato:

Rua Antonio Lapa, 1217 - Telefone: (19)  99771-6063.

INSTAGRAM

Curta esta página no Facebook

Poste no seu Twitter

© EDITORA MÍDIA LTDA | Av. Conde Ribeiro do Valle, 255 | 2º Andar | Sala 8

Telefone: (35) 3551-2040 | Cep 37800-000 |  Guaxupé | MG