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“Quem faz bem novela pode fazer qualquer coisa”, diz Rodrigo Santoro

Longe das novelas há mais de dez anos, período em que se dedicou sobretudo à sétima arte e contracenou com grandes astros do cinema mundial, como Will Smith, Benício del Toro e Cameron Diaz, entre outros, Rodrigo Santoro voltou ao Brasil esse ano para participar das gravações da primeira fase de ‘Velho Chico’, a novela das nove da Globo. Nessa breve passagem, Rodrigo deu entrevista para a nova temporada do ‘Ofício em Cena’, onde fala sobre a carreira internacional, a volta às novelas e sobre o seu processo de trabalho.

Rodrigo garante que a decisão de apostar na carreira internacional não aconteceu de uma hora para outra. “Como consequência dos filmes “Bicho de Sete Cabeças”, “Abril Despedaçado” e “Carandiru”, que viajaram por festivais da Europa e do mundo, me convidaram para fazer o primeiro trabalho fora do Brasil, que foi “A Primavera Romana da Senhorita Strong”, uma obra de Tenesse Williams, que foi adaptada para a TV americana”, explica.

 Ele revela que a curiosidade foi o que o motivou a participar de “As Panteras”. “Sempre gostei muito de assistir a filmes de ação, que me deixam curioso e fascinado, e ficava pensando onde tinham colocado a câmera, como ela tinha entrado pela janela... Eu não entendia como o cinema de ação é feito e a minha motivação foi curiosidade”, explica. Desde então, foram muitos outros desafios no cinema.

 Diz que ficou muito nervoso quando começou a gravar “Che”, onde interpretou o irmão de Fidel Castro, contracenando com Benicio del Toro. “Na primeira cena, meu joelho começou a balançar e eu disse ao Benício que estava nervoso de um jeito que nunca estive na minha vida”. Em “300”, o desafio foi gravar todo o filme no chroma key. “300 foi uma experiência muito difícil, muito vazia. Tinha que imaginar tudo, um deserto com dez milhões de pessoas, quando na verdade estava em uma sala rodeada de paredes verdes”, conta. “Foi um trabalho que me ensinou muito porque o nível de concentração e a imaginação que eu precisei usar para realizar esse trabalho foi um lugar em que eu nunca tinha ido, para poder acreditar naquelas coisas”, define.

 E, depois de tantos trabalhos bem sucedidos no cinema, o que o motivou a voltar à televisão? “A novela é um grande exercício para o ator. Foi a minha escola. Estou aprendendo muito. Quem faz bem novela pode fazer qualquer coisa”, define.

 Rodrigo é um ator conhecido, sobretudo, pelo mergulho que faz para viver seus personagens, apesar de nem sempre ter tempo de fazer laboratório. Em “Heleno”’, além de ser chamado pelo nome do personagem, ele gostava de dormir sozinho na fazenda que era usada como locação para o hospício. Em “Abril Despedaçado”, ficou um mês aprendendo a fazer rapadura e também dormia no set de gravação. Rodrigo explica: “Eu preciso me envolver, preciso acreditar, se não vou fazer ninguém acreditar.”

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